Durante a subida e descida de uma aeronave, ocorrem variações de pressão que se repercutem sobre as cavidades do ouvido médio e seios perinasais.
Nos ouvidos, existe um pequeno canal que designamos por Trompa de Eustáquio e que faz a ligação do nariz ao ouvido médio, cuja principal função é a de proteger esta cavidade dos diferenciais de pressão que possam estabelecer-se quando mudamos de altitude.
A razão do aparecimento das dores de ouvido durante os voos, e sobretudo na aterrissagem, está relacionada com uma disfunção da trompa de Eustáquio e, portanto, com a dificuldade na compensação do diferencial de pressão que se estabelece durante a descida (aterrissagem), levando ao barotrauma do ouvido médio, que se traduz por dor, ensurdecimento e, em raras vezes ruptura da membrana timpânica.
Em casos normais, as consequências não são graves e a dor provocada pela diferença de pressão vai diminuindo enquanto o avião taxia
A mais importante técnica para possibilitar um reajustamento às diferenças de pressão é o chamado método de Valsalva. Inspire, aperte o nariz, e com a boca fechada force a saída do ar para o fundo da garganta. Isto vai forçar a abertura das trompas de Eustáquio e permitir um reequilíbrio da pressão.
Com carácter preventivo, poderá aplicar um spray nasal que combata o entupimento do nariz cerca de meia hora antes de o avião iniciar a descida da altitude de cruzeiro. Isto irá libertar a passagem entre os seios perinasais e o ouvido médio, permitindo o reequilíbrio entre a pressão sentida por este e a pressão exterior.
Adicionalmente, poderá catalisar o processo de reajustamento à pressão ao efetuar movimentos de mastigação. Melhor ainda, será ter consigo algumas gomas de mascar. Bocejar deliberadamente irá também auxiliar o reequilíbrio da pressão.